Após muitos debates, a reforma trabalhista já está em vigor. Desde o dia 12 de novembro de 2017 as empresas já devem seguir as novas normas, como o parcelamento de férias, mudanças na jornada de trabalho, entre outras.

A gestão de benefícios da empresa deve estar atenta para as novas regras, pois houve muitas alterações que podem afetar a produtividade e a motivação da equipe. Seu papel é fundamental na atração e retenção de funcionários, e ela pode contribuir muito para os resultados da organização.

Os colaboradores reconhecem o valor de uma empresa que possui bons benefícios e proporciona oportunidades de desenvolvimento. Dessa forma, cada vez mais as organizações precisam ser criativas para reduzir os custos e oferecer o melhor ambiente de trabalho possível.

No artigo de hoje, vamos mostrar de que forma a reforma trabalhista está influenciando a gestão de benefícios.

Férias parceladas

A partir de agora, as férias podem ser divididas em até 3 períodos. Segundo as novas regras, um deles deve ter, no mínimo, 14 dias, e os outros, pelo menos, 5.

Assim, a empresa e o funcionário podem negociar melhor o período de descanso para que as funções exercidas no setor não fiquem prejudicadas.

Home office regularizado

A prática de trabalhar em casa ainda não era regulamentada no Brasil, apesar de ser uma realidade para muitos brasileiros que são profissionais liberais e autônomos.

As empresas podem se beneficiar com esse tipo de contrato, por não ser necessário investir em um local físico para alocar o funcionário. No contrato de trabalho deve constar todas as atividades que serão executadas, a descrição dos custos dos equipamentos e como será realizado o controle de produtividade.

Banco de horas

Problemas com banco de horas podem ser uma grande dor de cabeça na relação entre a empresa e os funcionários. Anteriormente, ele só poderia ser oficialmente implementado por meio de uma norma coletiva, contudo, agora ele pode ser realizado mediante um acordo individual escrito.

Desse modo, o funcionário pode ter mais controle sobre suas horas extras. Além disso, a compensação do banco de horas precisa ocorrer em até 6 meses.

Jornada diária

Não houve mudança com relação ao limite da jornada, que permanece sendo de 44 horas semanais e 220 horas mensais.

No entanto, a empresa pode fazer contratos na escala 12×36, em que o funcionário trabalha por 12 horas diárias, seguido por 36 horas de descanso ininterrupto. A nova jornada pode aumentar a produtividade e beneficiar algumas profissões.

A reforma trabalhista ainda gera dúvidas, mas as empresas precisam se adaptar e implementar o quanto antes as mudanças para não sofrerem problemas trabalhistas, e também para tranquilizar seus colaboradores com relação aos seus direitos.

A gestão de benefícios deve sempre promover um ambiente de trabalho que seja leve e produtivo para que seus funcionários se desenvolvam e contribuam ainda mais para a organização. O RH deve ser estratégico nesse momento para implementar as novas regras de uma forma positiva para a empresa e colaboradores.

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