As ações trabalhistas são recorrentes no nosso país e trazem diversos impactos para as empresas. No caso dos pequenos negócios, gastos com advogados e possíveis indenizações podem ser suficientes para proporcionar grandes danos e, inclusive, levar um empreendimento à falência.

Não se expor a esse risco é fundamental para garantir mais tranquilidade em relação aos funcionários e ex-colaboradores. Para não fazer parte das estatísticas e proteger a sua empresa, veja agora 8 dicas para evitar ações trabalhistas contra o seu negócio. Boa leitura!

1. Sempre cumpra o que prometer

Um funcionário que se sinta ferido em seus direitos terá bons motivos para entrar com uma ação contra a sua empresa. Muitas vezes, a falta de comunicação ou o descumprimento de promessas fazem com que o colaborador se sinta enganado e se veja quase na obrigação de recorrer à Justiça.

Portanto, sempre aja com transparência: desde o momento da seleção de colaboradores, informando corretamente salário, benefícios e tudo mais relacionado ao emprego; passando pelo tempo em que o contratado trabalha para o seu negócio; até o momento de desligar esse colaborador. Ser transparente e cumprir tudo o que foi estabelecido contribui muito para prevenir ações trabalhistas.

2. Faça uma pesquisa de clima

A pesquisa de clima organizacional é um grande fator para o crescimento de uma empresa. Isso porque quando o clima de um empreendimento está legal, reflete em colaboradores engajados, evoluindo para um ambiente criativo e inovador.

Por isso, a atenção ao clima é fundamental, o que deve ser meta de qualquer empresa. Esse processo pode mensurar a quantidade de satisfação de seus colaboradores e originar ações para elevá-la. Quanto menor for o nível de bem-estar, maiores são as possibilidades de ações trabalhistas acontecerem.

Uma ação importante para implantar de modo eficiente a pesquisa de clima é divulgá-la para toda a empresa e depois acompanhá-la com nova aplicação a cada seis meses.

Contrastar com o resultado anterior, vincular com um propósito do gestor de pessoas, por exemplo, e conservar clima organizacional acima de um delimitado patamar também contribuirá para o resultado positivo.

3. Invista na Avaliação de Desempenho

A Avaliação de Desempenho é o principal meio para uma gestão eficiente de pessoas. Por meio dela, o empreendimento pode medir o nível de desempenho de seus colaboradores e, por exemplo, escolher as seguintes ações:

  • premiar e gratificar os trabalhadores com melhor produtividade, o que faz com que eles fiquem motivados, visto que todos se esforçarão mais para receber o prêmio;

  • investir em treinamentos para resgatar o colaborador, o que custa menos que contratar outro;

  • melhorar o diálogo entre chefe e empregado após a avaliação, na fase de feedback, em que ambos conversam sobre os pontos positivos e negativos e estudam como cada um pode executar melhor seu papel;

  • e apenas em último caso desligar o colaborador, quando identificar que ele não está correspondendo como o esperado, não apresentando possibilidade de melhora. Outra opção é realocá-lo em outra seção que tenha seu perfil. E, no momento em que fizer isso, o funcionário saberá que não é uma questão de má-fé ou problema pessoal por ter sido desligado.

Após essas etapas, são obtidos em tempo real os resultados da Avaliação de Desempenho. Dessa forma, é possível constatar a performance da sua equipe, oferecer aporte para gerar benefícios reais e otimizar o trabalho de cada colaborador, o que evita, dessa maneira, a rotatividade em seu negócio.

4. Tenha atenção às convenções da categoria profissional

Os sindicatos sempre têm convenções estabelecidas para amparar os profissionais e dizer quais são os seus direitos e quais os deveres das empresas. Violar essas diretrizes significa abrir espaço para que o funcionário entre na Justiça a fim de fazer valer os seus direitos, e é nesse momento que a sua empresa pode sair no prejuízo.

A ajuda de um advogado e de um contador pode ser de grande valia, já que cada categoria profissional tem particularidades a serem obedecidas pelo empregador. Respeitar todas essas categorias, diminui a chance de uma ação trabalhista ocorrer.

5. Não deixe de cumprir o que determina a lei

Não é porque o seu empregado vai deixando passar uma ou outra hora extra não paga, uma falta de registro na CTPS — Carteira de Trabalho e Previdência Social —  ou outro descumprimento de lei, que você nunca terá algum problema com ele.

Compreenda que não importa o quanto você tenha afinidade com algum colaborador. Por mais que haja amizade ou a certeza de que ele nunca ingressaria com uma ação trabalhista, nunca deixe de cumprir o que a legislação determina, pois isso poderá te proporcionar muitos problemas futuramente.

Dessa forma, não deixe de solicitar que ele assine um recibo, que marque um cartão de ponto, uma vez que algum dia ele pode mudar de ideia e isso poderá surpreender você.

6. Mantenha a qualidade de vida dos funcionários

Ambientes de trabalho insalubres ou atividades prejudiciais à saúde são motivos mais que suficientes para que o funcionário recorra à Justiça. A partir do momento em que a empresa não proporciona um emprego que respeite a qualidade de vida de um colaborador, este último fica propenso a pedir indenizações que compensem o dano que seu trabalho lhe causou.

Sempre ofereça condições dignas de trabalho e se atente a questões de insalubridade, trabalho de risco e equipamentos de proteção, se for o caso. Mais uma vez, vale ter atenção às atividades profissionais, para que tudo seja feito da maneira certa.

7. Busque a satisfação da equipe

Além de cumprir a lei, buscar a satisfação de seus colaboradores contribui para que eles percebam que não há motivos para moverem ações contra a sua empresa. A transparência, o respeito aos direitos e a manutenção da qualidade de vida devem vir também com a busca de um bom clima organizacional, que seja respeitoso e, principalmente, que faça sua equipe gostar de trabalhar.

Um funcionário satisfeito em seu trabalho dificilmente vai agir de má-fé. E ao ver que seus direitos foram respeitados, fica quase improvável que ele acione o seu negócio na Justiça.

8. Tenha bons profissionais no RH

A área de Recursos Humanos deve ser extremamente capacitada para não desrespeitar nenhuma regulamentação nem abrir espaço para que funcionários se sintam prejudicados. Isso significa que o RH deve ser competente e, em qualquer hipótese, cumprir o que a lei manda.

Com um RH eficiente, as contratações e demissões são feitas da maneira correta, diminuindo as chances de ações trabalhistas. O seu negócio fica mais seguro, já que toda a parte trabalhista será exercida por um time capaz. Sem isso, abre-se espaço para indenizações que poderão quebrar a sua empresa.

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