Dentre as ações do atual governo para recuperar a economia, existe uma proposta que está causando muita polêmica e motivando greve de funcionários e manifestações nas ruas do país. É a reforma da previdência, que vai alterar alguns direitos do trabalhador.

Todavia, mesmo sendo manchete em todos os jornais, existem muitas pessoas que ainda não compreenderam o que está em jogo. A falta de conhecimento a respeito de como essas mudanças vão afetar a aposentadoria do cidadão brasileiro ainda é grande.

Foi pensando em esclarecer essas dúvidas que fizemos este post especialmente para você! Confira abaixo tudo o que você precisa saber em relação a reforma da previdência!

Por quanto tempo será preciso trabalhar para aposentar?

Após muitos protestos, o relatório final da comissão da reforma da previdência definiu que a faixa etária não será a mesma para homens e mulheres. Para o sexo masculino, será de 65 anos, enquanto que para o feminino será de 62. Vai funcionar de forma progressiva.

Dessa forma, para conseguir aposentadoria integral, é obrigatório ter 40 anos de contribuição. Após 25 anos de colaboração, o valor inicial será referente a 70% de todos os salários recebidos desde 1994.

A idade mínima será a partir dos 53 anos para as mulheres e 55 anos para os homens. Os já aposentados e aqueles que completaram os requisitos obrigatórios para solicitar o benefício não serão afetados pela reforma.

Por que a reforma da previdência é necessária?

A cada dia aparecem nos noticiários reportagens a respeito da crise econômica do país. Isso ocorre devido à má administração e à incoerência das leis diante da realidade do Brasil. Com a previdência não foi diferente.

O resultado disso foi um rombo crescente, com gastos que passaram de 0,3% do PIB em 1997 para uma projeção de 2,7 para 2017. Em termos monetários, houve um déficit do INSS de R$149,2 bilhões. Para este ano a estimativa é de R$181,2 bilhões.

A necessidade em realizar a reforma está na expectativa de vida do brasileiro. Como a população está vivendo mais e tendo menos filhos, futuramente a população terá mais idosos, enquanto os jovens, que são os responsáveis por sustentar o regime, reduzirão.

Quais são as regras de transição?

Não é só a idade mínima que deve ser observada agora. Além do tempo mínimo de 25 anos de contribuição, o trabalhador deverá adicionar um pedágio de 30% sobre o tempo de arrecadação ao cálculo da aposentadoria.

Inicialmente, a proposta do governo era que o valor fosse referente a 50%. A porcentagem diminuiu após ajustes. O prazo para que a reforma seja julgada depende da aprovação dela no Congresso.

A reforma vale para todos?

Não será válida para os militares, uma vez que a ideia é realizar as alterações em um projeto separado. Já os funcionários públicos serão submetidos às regras de transição, porém com alguns pontos distintos dos demais trabalhadores.

Os servidores municipais e estaduais, incluindo a categoria de professores e policiais civis, também foram adicionados à reforma. Todavia, os governos terão um prazo de 6 meses para instituir as próprias regras de aposentadoria para seus servidores.

O caso dos professores da rede pública federal é diferente. Estes possuem direito a regime especial, mas só os que lecionam até o ensino médio. A idade mínima será de 50 anos para mulher e 55 para homem. No setor privado, 48 (mulher) e 50 (homem).

E como ficam os benefícios assistenciais?

Os deficientes e idosos de baixa renda não precisam se preocupar, pois não perderão o direito ao benefício assistencial, mesmo sem nunca terem contribuído. O reajuste agora será realizado pelo mesmo percentual de aumento do salário mínimo.

No caso dos idosos, a idade mínima para fazer a solicitação será de 65 até chegar aos 68 anos. O relator da reforma rejeitou a proposta inicial do governo, que era de 70 anos.

Entendeu como vai funcionar a reforma da previdência? O que você achou dessas mudanças e dos benefícios para o trabalhador? Compartilhe com a gente sua opinião nos comentários abaixo!