O piso, ou base, salarial é o menor salário pago a um empregado de acordo com o cargo, a categoria profissional e a região em que o trabalho é realizado. São considerados categorias: construção civil, saúde, transportes, bancários, professorado, metalurgia, entre outras.

O reajuste do piso salarial é estabelecido sempre em uma data-base, dia fixado para a negociação de salários e condições de trabalho entre o sindicato da categoria e empregadores, entre os sindicatos da empresa e o dos trabalhadores ou diretamente entre colaboradores e a companhia, originando um Acordo Trabalhista.

Fica a critério da empresa seguir o piso salarial recomendado pelo Acordo ou definir sua própria base para cada cargo. Tal atitude torna a empresa mais atrativa e competitiva em seu meio de atuação. Continue a leitura para entender mais sobre como a base salarial é definida pelas empresas.

Como uma empresa define sua base salarial?

Mesmo sabendo qual é o pagamento mínimo permitido a cada um de seus empregados, seja aplicando o salário mínimo ou o piso do cargo na categoria, para definir as bases salariais em sua empresa é importante olhar o mercado e analisar quais salários as companhias do mesmo setor, porte e região oferecem.

Essa medida faz com que a empresa se mantenha competitiva no mercado e atraia e retenha os melhores talentos, ou seja, aqueles com maior produtividade, especialistas que conquistam excelentes resultados.

Afinal, pagar salários abaixo da média é uma forma de conseguir funcionários menos preparados ou profissionais que deixarão a empresa assim que uma oportunidade melhor aparecer.

Também é essencial analisar o quadro interno de cargos e salários. É preciso que a tabela salarial tenha uma lógica e ofereça alguma possibilidade de desenvolvimento de carreira (diferenciação de salários de acordo com níveis júnior, pleno e sênior, por exemplo), evitando discrepâncias de remuneração entre atividades semelhantes.

Além disso, a base salarial também é essencial para o cálculo das faixas salariais subsequentes, pois servem de parâmetro, isto é, como ponto de partida. Algumas companhias optam por subdividir os níveis (técnico, júnior, pleno, sênior, supervisor, coordenador, gerente) também com números ou letras, por exemplo, analista de RH pleno 2.

Tal escolha auxilia nas promoções denominadas por mérito, quando você consegue reconhecer o excelente trabalho realizado no último período, sem grandes impactos financeiros ao mudar um analista de pleno para sênior. Nesse caso, ele passa de pleno 1 para pleno 2, tendo uma mudança salarial mais simbólica.

Por que os benefícios são importantes?

A definição de uma base salarial competitiva e bem planejada, como já dissemos, atrai e retém grandes talentos, mas não é a única ação que colabora para isso.

Disponibilizar um pacote atrativo de benefícios pode ser decisivo para que um profissional decida pela sua empresa.

Além disso, empresas de pequeno e médio porte, por exemplo, que não possam oferecer um salário vantajoso em relação às empresas maiores, podem utilizar os benefícios para compensar essa diferença. 

Vale-transporte e vale alimentação são os mais comuns, mas outros como auxílio educação, treinamentos de ponta, um bom plano de saúde para o empregado e familiares são diferenciais levados em conta — mesmo se o salário oferecido for inferior à média do mercado.

Como valorizar os seus colaboradores?

Sem dúvida, o salário que uma empresa oferece a seus colaboradores é uma das formas de demonstrar o valor que o trabalho das pessoas possui naquele local. Portanto, analisar criteriosamente a definição de uma base salarial é indispensável para ter uma boa taxa de retenção de talentos. 

Ao colocar a satisfação do colaborador como uma prioridade na definição de políticas e ações internas, fica sempre mais fácil acertar na hora de tomar decisões importantes como essa. 

Observa-se, no entanto, que um dos principais erros que empreendedores cometem é acreditar nas “falsas economias”, as quais são fundamentadas em ideias que não priorizam de fato o que é essencial. Essa prática dispensável pode ser observada em diversos cenários e em vários ramos de negócios.

Nesses casos, percebe-se que o negócio já nasce com pouca perspectiva de crescimento, pois não se investe no que fará a diferença no final das contas, que é justamente a força humana. Em outras palavras, mina o engajamento das pessoas em prol de um objetivo comum.

Dá para valorizar a equipe com um orçamento menor?

Sempre dá! Quer saber como? Com transparência, planejamento e inovação!

Se a sua empresa não tem um orçamento que permita grandes salários, primeiramente, é preciso ser coerente com a realidade. Depois, deve-se utilizar essa transparência em todo o planejamento.

Tentar mascarar as próprias limitações ao invés de enxergá-las e superá-las é sempre prejudicial para o negócio. Além de não trazer crescimento, esse esforço acaba sendo facilmente perceptível.

Após adotar essa conduta transparente, é preciso partir para um planejamento amplo, abrindo-se às diferentes ideias que podem surgir. 

Quando uma empresa compreende as características que fazem a diferença tanto na rotina de trabalho quanto no sentido que ele traz à vida das pessoas, ela pode buscar uma abordagem mais humana e próxima da realidade de seus colaboradores. 

Uma das formas de fazer isso, de maneira responsável, é seguindo todas as recomendações a respeito da definição da base salarial da empresa, sem ultrapassar seus limites financeiros, e inserir benefícios, como foi dito previamente.

É dentro desses benefícios que entra aquilo que chamamos de inovação, cuja palavra representa uma atitude que tem tornado empresas comuns em pioneiras na arte de conquistar colaboradores. Práticas inovadoras fazem o salário se tornar apenas uma parte do que atrai talentos e os faz permanecerem trabalhando com vontade.

A maneira pela qual sua empresa vai beneficiar seus talentos não requer um enquadre, podendo recorrer a qualquer tipo de benefício (além dos obrigatórios) que seja de fato vantajoso. Veja alguns exemplos:

  • ambiente diferenciado;
  • clima informal;
  • jornada flexível;
  • prêmios em dinheiro;
  • auxílios (cultura, educação, lazer, etc.);
  • convênios;
  • planos de saúde;
  • benefícios para a família.

Todos esses tipos de benefícios, considerados como recursos que agreguem ao planejamento da base salarial, permitem que a empresa ofereça salários que não onerem o orçamento e, ao mesmo tempo, demonstrem ao colaborador que a sua satisfação é importante para aquele negócio.

Enfim, definir a base salarial dos cargos de sua empresa é essencial para manter a saúde financeira em dia, contribuindo, significativamente, para conquistar profissionais competentes e manter a companhia competitiva em mercados cada vez mais acirrados.

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